sábado, 28 de junho de 2008



'' qm acredita sempre alcança!

ñ fale mais nada..
deixe o tempo passar..
esqueça. de seus sonhos frios
esperando a serem congelados
ñ escute promessas. estreitas
me procure
quando ver
que tudo é apenas um
lindo começo
tudo estar se esvaindo
e aos poucos a verdade se
desmoronando
seu olhar é o meu refugio
da minha propria enganação perfeita


  • desses. lindos delirios

  • que ñ funciona

  • são verdadeiras fortalezas falsas

  • recusei o seu ultimo beijo

  • retirando da dor.

  • a unica saida

  • p/ a minha alucinação

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

love like blood



Love Like Blood (tradução)Killing Joke



Nós devemos viver nossas vidas como soldados no campo de batalha

A vida é curtaEu estou correndo rapidamente o tempo todo

A força e a bleza destinadas à decadência

Então corte a rosa quando desabrochar

Até que o destemido venha e o ato esteja terminado

Um amor como sangue

Um amor como sangue

Até que o destemido venha e o ato esteja terminado

Um amor como sangue

Um amor como sangue

Todo dia através de toda frustração e desespero

Amor e ódio lutam com corações ardentes

Até que as lendas vivam e o homem seja Deus novamente

E a auto-preservação não governa mais o dia

Nós devemos sonhar com as terras e campos prometidos

Que nunca desvanescem na estação

E enquanto nos movemos para o fim

Aprendemos a viver

Lágrimas vermelhas são derramadas em cinza

Até que o destemido venha e o ato esteja terminado

Até que o destemido venha e o ato esteja terminado

decades

Decades (tradução)Joy Division

Composição: (Peter Hook/ Bernard Dickin/ Ian Curtis/ Stephen Paul/ David Morris)



Aqui estão os jovens,
um peso em seus ombros Aqui estão os jovens;
bem, onde estiveram?
Batemos nas portas das salas mais sombrias do inferno
Levados aos limites,
nos arrastamos para dentro
Observávamos das asas enquanto as cenas se repetiam
Nos vimos agora como nunca tínhamos visto
Retrato dos traumas e degeneração As mágoas que sofremos
e nunca fomos libertados
Onde estiveram, onde estiveram?
Cansados por dentro,
agora com nossos corações perdidos para sempre
Não podemos nos recompor do medo e da ânsia da
perseguição Estes rituais nos mostraram a porta
para nossas caminhadas sem rumo Aberta e fechada
, e então batida na nossa cara Onde estiveram, onde estiveram?

clarisse- legião urbana


estou cansado de ser vilependido
incomprieendido e descartado
quem me diz que me intende não quer nunca mais saber
aquele menino foi internado numa clinica
dizem por falta de atenções dos amigos
das lembranças
dos sonhos que se configuram tristes e inertes
como uma ampulheta imovel
não se mexe, não se move ,ñao trabalha

e clarisse estar trancanda no banheiro

e faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete

deitada no canto,,seus tornozelos sangram

e a dor é menor do que parece
quando ela se corta ela se esquece


.



Que é impossível ter da vida calma e força

Viver em dor, o que ninguém entende

Tentar ser forte a todo e cada amanhecer

Uma de suas amigas já se foi

Quando mais uma ocorrência policial

Ninguém entende, não me olhe assim

Com este semblante de bom-samaritano

Cumprindo o seu dever, como se fosse doente

Como se toda essa dor fosse diferente,

ou inexistente
Nada existe pra mim, não tente.

Você não sabe e não entende

E quando os anti-depressivos e os calmantes não fazem mais efeito



tento fugir,, para a estrada, da escuridão
quero a busca,o codigo p/ a auto destruição
ondes estas a saida:?
não temas a revolução
bebi o vinho
como se fosse sangue dos inoscentes,
que descasemrevoltados somos e dai?
somos revoltados por esta porra
deste pais
somos revoltados, por esta vida,,
miseravel e banal
que tem como direito viver..
que tem como direito sofrer
somos revoltados pelos corruptos da ilusão
as riquezas, trasbordam no despedicio
no sorriso sorridente
falço e concreto,,
pertecemos ao pais do sub mundo
por que?
temos a resposta
ñ queira planejar a vigança
ñ queiras,, detonar o seu seblante
no localste,terraquio
a justiça
.grite por ela
talvez tenha nela a salvação em paz
a rebeldia.
relata
existe salvação?
ñao a mente suicidas
ñao perca tempo
ñao corra atras do tempo


''as vezes vejo tudo
como fosse mudado
vejo distancias
entree a vida
e o lado soturno da morte
porque fazestes isso comigo
pq querestes ter isto consigo
me libertei
da justiça
so que antes eu ñ sabia matar
muito menos a me matar si propria
tem outra coisa a fazer
alem de ver seus pecados capitais
sendo vistos
no mar de sangue
e de dores
que conjulgam. suaa consequencia
e o delito
estar podre
a caveira sentada
como se estivesse esperando a seg morte
ergua seus braços
meu canivete
e a lamina
q corta
e o sangue escorre
escorre
trasparente
sentido
veres o algo mais maldito
do que essa utopia
cega e isquisita
deseja mais algo
estas tudo tão confuzo
queres morrer
querer viver
querer.. sentir dor
por voce ñ fala
oh anjo.


aonde eu estou
ninguem mais estar
aonde eu sinto
ninguem mais senti
aonde eu vejo a verdade
todos verem como loucura
pq sejes desse modo
querers algo mais maldito
do qm a ilusão
seu corpo funebre
arde consigo mesmo
a espera de seus atentos
queres mais algo
do que se sentir um ser morto
sem sentir sua alma fluir
no seu pedaço de pele
podre
jogastes uma flor
sem espinhos
pra ñ sentir q nada nessa hora
ñ sentir dor
pelo menos ater
pelos os espinhos
por mais que inoscente seja
o mais duro sentimento acontece

amor maldito;



amor maldito;
tu caminhas. nas trilhas
tu aparece nos pesadelos sem vida
sua imagen eh discreta
ao ouvir o que tenhas dizer
:
sou o sentimento ardente
sou aquilo q vc eh inevitavel acontecer
sou como fosse castgo
talvez tenhha mais algo a dizer?
meu nome eh amor
sou algo maldito
se voce ver a minha outra face
sem a mascara
negra
voce vera o maldito ser ,magnifico
seus destinos são meus
os meus destinos
são aqueles q governa os seus
se voce cair do abismo
~ñ vai conseguir
por mais q mate .
a cada instante de amor
ñ veras a saciat a dor insolente q capita sua
imagen trasparente
uma mão ,,
interrompera
trazendo de volta pra realidade vivida
agora
ñ vou t deixar em paz
isso ñ de desfaz como fosse
agum fesyiço
isso ñ se renova
como a esperança
quando vc ver q estas tudo perdido
veras a luz.
se aproximando e tornando
tudo.
aquilo
e o acontecer
do amor maldito!
querida vida
deixo essa declaração
ouça o que quero dizer
:
como tu es tão dificil
quero senti o facil ser fracassado
pelos oponentes dignos da sua vida surreal
porque sua cabeça. e tão vazia
ñ parece ter cerebro
ñ parece sentir sensibilidades
aos toques humanos
a cada dor
a cada gota de sangue
deixa escorrer entre seus dedos
disfarço
o que queres do dificil
algo tão mais rapido
do que esperar a verdade acontecer!

so deixarei de te amar, quando o veu da morte cubrir a minha face.


'' as vezes pensso, q esse amor maldito teve seu proprio fim''

so que esqueci

de desfazer

meus laços.

''

stou tão longe. longe de tudo. longe de meu paraiso perdido. distante das caricias profundas. diistantes do meu sonho.. inquieto. e sobrio. minha alma penetra ao cada golpe singelo. sentindo falta. o que poderas dizer de min?o q falastes de min?oh amado. inevitavel. modo prospero q arrebata. os anjos do mundo superior onde vive. seu reio. o trono governante. e. distindo . trevas.? aonde ah morte.. ?aonde ah juventude.. imortal. a onde existe pecados.. perdoados.simula meus passos. simula meus pensamentos levando a morte. por que tudo eh vão?e cala-se nas trevas como se fosse segredo. cantigas sen ideias:que importa. lagrimas indiscretas. um ar de alivio. sentido o ar da morte. q um dia governa e toma conta do meu peito.. e distorce a alma. a esperanças do ceu flutua e brilha e o q eu vejo . a morte. e argonia... disfarçando.. oh. celestial. governo. das trevas

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

ñao resisto
a dizer.. palavras inoscentes
cometi o maior erro de mentir
sem querer saber primeiro a verdade
queria agir como se fosse certo
mais ñao sabia o q quera mais certo naquela hora
estou confuza
minha mente
rodaa..
ilusões
utopias envolvem a minha mente
e distorcem os meus pensamentos
pq tudo eh tão confuso
pq. eu tenho q viver desse modo
procuro a libertação
mais ñ vejo a ´porta
;
de qualquer modo
eu deito no chão
frio
a espera
do dia amanhã
mais claroo e obto
para que eu possa respirar
a vitoria
com a gloria.
sem o fracasso
e so. um golpe de justiça
q ñ derrame sangue e nem nada

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008


Ó FortunaÉs como a luaMutável
Sempre cresces
Ou diminuisA detestável vida
Ora oprimeE ora Cura
Para brincar com a menteMiséria
Poder
Ela os funde como geloSorte monstruosa
E vazia
Tu, roda volúvel
És máVã e a felicidade
Sempre dissolúvel
NebulosaE velada
Também a mim contagias
Agora por brincadeira
O dorso nuEntrego à tua perversidade
A sorte na saúde
E virtudeAgora me é contrária
Dá E tiraMantendo sempre escravizado
Nessa horaSem demora
Tange a corda vibrante
Porque a sorteAbate o forteChorai todos comigo!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Estilos musicais

Estilos apreciados dentro da Cultura Obscura



A música apreciada na Cultura Obscura abriga desde as sonoridades mais rústicas, como a produzida entre algumas bandas góticas na década de 80, até a sofisticação do Metal que emergiu na década de 90. Pode oscilar entre sonoridades modernas, como a dos estilos eletrônicos mais pulsantes e dançantes, ou buscar referências na música medieval.
Desse modo, é possível ter uma idéia de quanto é amplo e democrático o conceito de música quando relacionado à cultura obscura, e pode-se perceber que não há padrões rígidos que determinem estilos específicos. Porém, há alguns pontos que são comuns na maioria. Podemos citar como exemplos, letras que abordam temas existenciais e que algumas vezes baseiam-se em obras da literatura romântica. Além de uma referência instrumental recorrente à música étnica, (de culturas orientais, por exemplo), e do próprio folclore europeu. A música erudita também é uma referência bastante comum, que pode estar presente tanto nos estilos mais suaves, como o Ethereal, até nos mais agressivos e pesados, como o Metal.
Alguns estilos, como o Ethereal, New Age e Dark Ambient/Atmospheric, muitas vezes, podem trazer uma sonoridade semelhante. Isso faz com que algumas bandas sejam genericamente inclusas sob mais de um rótulo. Este conceito também pode ser aplicado ao Metal e suas subdivisões.

(O objetivo deste artigo não é delimitar ou impor rótulos sobre os estilos citados. Mas apenas fornecer informações sobre as variações musicais mais presentes na cultura obscura. As bandas e artistas citados são apenas referências para que o leitor possa ter uma idéia mais clara dos estilos que são abordados nos tópicos.)


Gothic Rock

No Gothic Rock, o instrumental é simples, composto por guitarras, baixo e bateria. Os vocais característicos são graves. A expressão Gothic Rock foi usada pela primeira vez no final da década de 70 para classificar bandas como Bauhaus, Joy Division e Siouxsie and The Banshees, que também eram rotuladas como pós-punk. Mas suas influências não estavam limitadas ao punk. Neste momento, bandas que posteriormente seriam classificadas como Death Rock ainda eram chamadas de Gothic Rock. Assim, a fronteira entre o Death Rock e o Gothic Rock não são muito nítidas.
Referências: Bauhaus, Joy Division e Siouxsie and The Banshees.



Industrial/E.B.M
Apesar de muitas vezes serem classificados sob um mesmo rótulo, originalmente, E.B.M (Eletronic Body Music) e Industrial são estilos diferentes. Porém, é muito comum que bandas que sejam enquadradas num destes segmentos transitem livremente para o outro, e a fronteira que os diferenciam esteja cada vez mais sutil.

Ambos surgiram na década de 70 e suas bases recorrem ao experimentalismo eletrônico. Inicialmente, o Industrial utiliza-se de objetos de uso cotidiano para produzir as músicas. Não havia uma preocupação com características básicas, como melodia e harmonia. Ao longo dos anos, tornou-se comum o uso de timbres eletrônicos; as músicas adquiriram uma sonoridade mais dançante e os estilos subdividiram-se em Industrial-Rock, Industrial-Metal e CrossOver, entre outros.
Referências: Marilyn Manson, Cabaret Voltaire e Front 242.


Ethereal
O Ethereal é um dos estilos que foram classificados como Darkwave. No Ethereal encontra-se melodias lentas e suaves. O instrumental é composto por bases eletrônicas de sintetizadores ou orgânicas (acústicas). Há uma forte influência de música folclórica (européia) e de diversas culturas (não européias), além de música erudita e experimentalismo eletrônico. No Ethereal é muito comum que as músicas soem melancólicas e introspectivas.
Referências: Cocteau Twins, Dead Can Dance e Lycia.


Dark Ambient/Dark Atmospheric
Não há uma linha muito nítida que divida estes estilos. A semelhança é tanta que alguns até os consideram sinônimos. Também, a sonoridade muitas vezes se confunde com o Ethereal.
No Dark Ambient/Atmospheric o instrumental é delicado, com timbres eletrônicos que simulam violinos, sinos e efeitos diversos, como sons da natureza. Há também as bandas que utilizam instrumentos de música erudita, como violinos, cellos e flautas, compondo assim uma sonoridade mais orgânica, considerada neoclássica. Há a influência de música folclórica e os vocais, geralmente, são baseados no canto lírico. Como no Ethereal, muitas músicas soam melancólicas, com uma "tristeza passiva".
Referências: Dargaard, Elend e Autumn Tears.


New Age

O New Age, que significa literalmente Nova Era, pode ser considerado um movimento artístico-espiritual surgido na década de 60, composto por diversas crenças orientais. O estilo musical New Age também se caracteriza pela influência da música oriental. Porém, não se resume a isso. O New Age se subdivide em vários segmentos que possuem referências da música erudita e folclórica européia, por exemplo.
A sonoridade do New Age é suave e orquestrada. Possui melodias lentas muitas vezes interpretadas através do canto lírico, corais de vozes, sintetizadores e bases eletrônicas.
Referências: Era, Enigma e Enya.


Medieval e Renascentista

Quando relacionada à música consumida na cultura obscura, o termo Medieval pode referir-se à música do período medieval (principalmente da Baixa Idade Média no período de transição para a Renascença) ou ao estilo produzido por bandas e artistas contemporâneos que se inspiram na música medieval.
A música do período medieval é caracterizada, inicialmente, por melodias vocálicas sem acompanhamento instrumental, que fluem livremente desenvolvendo-se com suavidade e ritmos irregulares. Posteriormente, surgiu a polifonia e o acompanhamento de instrumentos como flautas, tambores e instrumentos de corda. Estas variações podem ser associadas tanto à musica medieval religiosa como a música medieval profana.
A música produzida atualmente que é inspirada no período medieval traz, além das características da música medieval de várias fases, também experimentalismos eletrônicos que, algumas vezes, flertam com Ethereal. Alguns artistas tendem a buscar uma sonoridade autêntica da época, enquanto outros produzem músicas com instrumentação mais complexa soando mais "pop".
Referências: Mediaeval Baebes, Ataraxia e Arcana.


Música clássica e neoclássica (Erudita)

Na cultura obscura, a música clássica é uma referência que se combina com outros estilos. Por exemplo, sua influência é notada entre estilos como Ethereal e Metal e entre artistas que buscam uma maior sofisticação na sonoridade através violinos, cellos, vocais sopranos e tenores, piano e cravo, por exemplo. Assim, buscam inspiração em compositores de diversas fases como Mozart, Beethoven, Chopin e Strauss.


Metal

Várias subdivisões do Metal são apreciadas na cultura obscura. Entre elas, principalmente, o Gothic Metal, Doom Metal, Metal Lírico e Metal Sinfônico. Há diversas características comuns entre estes estilos; a mais presente é a utilização de elementos de música clássica, como violinos, pianos, flautas e vocalização lírica. Estes itens combinam-se com as características mais comuns do Metal: guitarras graves, vocais urrados e variação rítmica. Além de letras que abordam o folclore do país natal da banda, ou referências de obras literárias, arcaísmos e expressões em latim, por exemplo.
Algumas bandas destes segmentos podem ter sido influenciadas pelas bandas do Gothic Rock oitentista e do Doom da década anterior. Além disso, é muito comum serem classificadas também em outros estilos.
Referências: Epica, Tristania e Theatre of Tragedy.

Por Spectrum

musica gotica

música pode ser classificada como o principal veículo de divulgação no que se refere à Cultura Obscura. É, geralmente, através dela que ocorre a identificação com a própria personalidade, tornando-se um portal que conduz à outras manifestações artísticas obscuras.
Não há características precisas ou pré-estabelecidas nas expressões artísticas da Cultura Obscura e, conseqüentemente, entre seus apreciadores. Mas há diversos pontos comuns. Portanto, podemos aplicar esse conceito, de aparente disparidade, à música quando relacionada à Cultura Obscura.

As bandas que emergiram no início da década de 80, no período classificado como pós-punk, e atualmente são classificadas genericamente de góticas, também são apreciadas na Cultura Obscura. A banda inglesa Joy Division é um bom exemplo. A atmosfera soturna de suas canções e o suicídio do vocalista Ian Curtis, atribuíram um caráter mítico à banda. Porém, a subdivisão do Metal surgida em meados da década de 90 é um dos estilos mais conceituados na Cultura Obscura.

O Gothic Metal, nome dado genericamente ao estilo que combina Metal e Neo-Clássico, traz em letras e arranjos uma boa parte dos temas abordados na Cultura Obscura: alusão a obras literárias e mitologia, trechos em latim e arcaísmos, entre outros aspectos. Há também o uso de orquestras e vozes sopranos entrelaçadas com as características vocalizações urradas e guitarras do Metal. Mesmo havendo um conceito de que o estilo e até mesmo a expressão Gothic Metal tenham sido criadas com objetivos exclusivamente comerciais, a qualidade e ousadia do Gothic Metal prevalecem sobre os argumentos.

Além do Gothic Metal e de outras variações do Metal (como o Doom e o Black), outros estilos também são amplamente consumidos entre os adeptos da Cultura Obscura, como por exemplo música medieval e renascentista, e referências de compositores clássicos e neo-clássicos. Ainda, estilos mais suaves como New Age, Dark Atmospheric (ou Dark Ambient) e Ethereal.
Neste caso, a sonoridade também é composta por elementos de música erudita, como o canto lírico, que se somam a timbres eletrônicos e acústicos. Mas, diferentemente do Metal, traz uma sonoridade sutil que almeja atingir diretamente a alma.

Porém, se desconsiderarmos os rótulos que são criados e aplicados ao longo do tempo, irão sobressair a qualidade e sofisticação da música absorvida, cultuada pela Cultura Obscura. Independentemente dos estilos, o fator mais significativo é a identificação que há entre o que se ouve e o que se sente.

Gothic

Ao longo da história, o termo Gótico foi usado como adjetivo ou classifi- cação de diversas manifestações artísticas, estéticas e comportamentais. Dessa maneira, podemos ter uma noção da diversidade de significados que esta palavra traz em si.
Originalmente, Gótico deriva-se de Godos, povo germânico considerado bárbaro que diluiu-se aproximadamente no ano 700 d.C.. Como metáfora, o termo foi usado pela primeira vez no início da Renascença, para designar pejorativamente a tendência arquitetônica, criada pela Igreja Católica, da baixa Idade Média e, por conseqüência, toda produção artística deste período. Assim, a arquitetura foi classificada como gótica, referindo-se ao seu estilo "bárbaro", se comparado às tendências românicas da época.
No século XVIII, como reação ao Iluminismo, surge o Romantismo que idealiza uma Idade Média, que na verdade nunca existiu. Nesse período o termo Gótico passa a designar uma parcela da literatura romântica. Como a Idade Média também é conhecida como "Idade das Trevas", o termo é aplicado como sinônimo de medieval, sombrio, macabro e por vezes, sobrenatural. As expressões Gothic Novel e Gothic Literature são utilizadas para designar este sub-gênero romântico, que trazia enredos sobrenaturais ambientados em cenários sombrios como castelos em ruínas e cemitérios. Assim, o termo Gothicism, de origem inglesa, é associado ao conjunto de obras da literatura gótica.
Posteriormente, influenciado pela Literatura Gótica, surge o ultra-romantismo, um subgênero do romantismo que tem o tédio, a morbidez e a dramaticidade como algumas características mais significativas
No final da década de 70 surge a subcultura gótica influenciada por várias correntes artísticas, como o Expressionismo, o Decadentismo, a Cultura de Cabaré e Beatnick. Seus adeptos foram primeiramente chamados de Darks, aqui no Brasil, e curtiam bandas como Joy Division, Bauhaus, The Sisters of Mercy, entre tantas outras. Atualmente, a subcultura gótica permanece em atividade e em constante renovação cultural, que não se baseia apenas na música e no comportamento, mas em inúmeras outras expressões artísticas.

Nos meados da década de 90, viu-se emergir uma corrente cultural caracterizada por alguns elementos comportamentais comuns ao romantismo do século XVIII, como a melancolia e o obscurantismo, por exemplo. Na ausência de uma classificação mais precisa, esta corrente foi denominada Cultura Obscura. Porém, de forma ampla e talvez até equivocada, o termo Goticismo também é usado para denominá-la.

Há algumas semelhanças entre Cultura Obscura e Subcultura Gótica. Mas há também diferenças essenciais que as tornam distintas. Por exemplo, a Cultura Obscura caracteriza-se por valores individuais e não possui raízes históricas concretas como a subcultura gótica.
Entre os apreciadores da Cultura Obscura, é possível determinar alguns itens comuns, como a valorização e contemplação das diversas manifestações artísticas. Além de uma perspectiva poética e subjetiva sobre a própria existência; uma visão positiva sobre solidão, melancolia e tristeza; introspecção, medievalismo, entre outros.

Sintetizar em palavras um universo de questões filosóficas, espirituais e ideológicas que agem na razão humana, traz definições frágeis e incompletas de sua essência. Obscuro, Sombrio ou Gótico podem ser adjetivos de diversos contextos e conotações. Mas é, principalmente, o espelho que reflete uma personalidade.

GOTICOS e a paixão pelo mundo das trevas

Por acaso você já viu um pessoal que se veste todo de preto, geralmente maquiado com olhos escuros e pele pálida e que são conhecidos por visitarem cemitérios à noite? Eles são chamados de góticos e costumam vagar pelas grandes metrópoles do Brasil assustando as pessoas mais conservadoras com seu visual pesado e sombrio.

O estilo gótico surgiu na cena pós-punk dos anos 80 com bandas como Joy Division, The Sisters of Mercy, Bauhaus, Siouxsie and the Banshees, The Cure entre outras.
O termo gótico define um estilo arquitetônico medieval de igrejas dos séculos 12 a 15 na Europa. Durante a Idade Média, a invasão de povos bárbaros influenciou a arte européia com imagens de monstros como as gárgulas e os vampiros, por exemplo. Daí os góticos tiraram o gosto pelo sinistro e uniram ao ideal romântico de viver a vida – o sofrimento por amor, o interesse pelo além etc.

Para Javier Muniain, 17, que tem o estranho apelido de "Anjo em Pranto", o gótico é uma cultura. "Não é algo fechado. Cada gótico tem sua idéia do que é ser gótico", diz. Ele mesmo é um integrante desta tribo e explica que os góticos adoram literatura, artes plásticas, música e cinema. Ele quer ser cineasta, estuda teatro e tem uma vida como qualquer outro garoto da sua idade – estuda, namora, freqüenta baladas góticas com os amigos. É claro, que tudo em sua vida está muito ligado à um mundo de trevas. Lembra do Batman? O visual gótico é como o das histórias deste herói – cidades escuras, pessoas atormentadas e um mundo de fantasias que faz a gente ter medo da própria sombra. Segundo Javier, o rótulos são uma limitação e a personalidade da pessoa não é influenciada pelo pensamento gótico, mas ao contrário – pessoas que já tem uma inclinação para gostar de coisas mórbidas é que se identificam com o mundo gótico.

Elen Cristina de Souza, 17, também acredita que o mundo gótico acolhe pessoas que já se sentem "diferentes". "É um estilo especial de viver, uma filosofia diferente, um mundo mais romântico", diz. Elen, que só sai depois das 20 horas, explica o interesse que muitos góticos têm por cemitérios (eles pulam os muros de madrugada e muitas vezes são pegos pela polícia): "É um lugar calmo para refletir sobre a vida onde as pessoas conversam, bebem vinho e, às vezes, fazem amor".

Muitas pessoas acham que os góticos incentivam o suicídio, mas, para Elen, suicidar-se nada tem a ver com ser gótico, mas com ter problemas e querer fugir deles. Ela diz que já pensou em suicídio por causa de uma crise de depressão – doença muito comum entre adolescentes – e não por conta da filosofia de sua tribo. Elen, como a maioria dos góticos de São Paulo, freqüenta o Madame Satã – bar de São Paulo onde todo mundo costuma dançar sozinho virado para a parede como forma de introspecção.

Um lugar ótimo para conhecer gente diferente e encontrar pessoas que pensam como você, é a Internet. Muitos góticos têm blogs e sites o que facilita o encontro e a comunicação entre eles. Ana Lúcia, 20, é uma gótica escritora e fotógrafa que tem dois blogs o Câmara Obscura e o Goth. "A Internet é um tremendo espaço para colocar suas idéias e falar sobre cultura", explica Ana. E, além disso, é grátis! Todo mundo pode ter seu site e seu blog e trocar informações e conhecer gente.

Ana não anda sempre vestida "à caráter" - com roupas escuras e maquiagem pesada. Ela explica que teve de se adaptar ao mundo: "No trabalho, por exemplo, não dá para ir vestida assim". Ana estuda jornalismo e já faz fotos no melhor estilo gótico.

Jogos de RPG costumam instigar esse lado fantasioso dos góticos porque assim eles podem viver um personagem, ser alguém diferente. Segundo Ana, esse jogo "abre campo para a imaginação das pessoas".

Parece que para todos os góticos entrvistados
o visual importa bastante, mas ao contrário do que a maioria das pessoas costumam pensar, ele é apenas uma maneira de exteriorizar o que esse pessoal tem dentro de si. Usar roupas escuras, usar maquiagem e agir de um jeito "meio estranho", como diz Ana, é só uma maneira de a pessoa expressar melhor ao mundo quem é de verdade.
Todos eles se tornaram góticos não porque o visual os atraiu, mas porque já se sentiam diferentes e acabaram achando gente que pensava como eles.
Gótico (ARTE)
Estilo que dominou a arte européia, especialmente a arquitetura, entre os séculos XII e XV. Com o românico, cronologicamente anterior, é uma das grandes vertentes da arte medieval. Após o despertar do mundo românico, a Europa da baixa Idade Média (das cruzadas até o século XV), conhecida como Europa das catedrais, experimentou excepcional apogeu cultural, político e econômico, cujo expoente artístico manifestou-se no florescimento do gótico.O termo gótico, de início empregado em sentido pejorativo (arte dos godos) pelos artistas do Renascimento, designa um conjunto de manifestações artísticas desenvolvidas entre meados do século XII e início do XV -- em alguns lugares, até o século XVI. Tais manifestações foram possibilitadas pela evolução das técnicas de construção, com o aparecimento do arco ogival, por exemplo, e em conseqüência do surgimento de uma forma de vida e uma cultura urbanas, dominadas pela nova burguesia comercial.ArquiteturaEm oposição ao isolamento da abadia românica, a catedral, expressão arquitetônica mais típica do gótico, nasceu no centro das cidades. Para sua edificação contribuíram burgueses e artesãos, aqueles com o financiamento, estes com a arte e a técnica. Tratava-se, portanto, do resultado de um esforço coletivo numa sociedade em mudança, de tal modo que, à medida que a riqueza da cidade crescia, aperfeiçoava-se a técnica construtiva e a decoração da catedral, que se convertia em símbolo de prestígio de seu próprio núcleo urbano.
Elementos gerais -
A principal característica da arquitetura gótica é a verticalidade, que simboliza o desejo de espiritualidade, evidenciado nas torres vazadas e leves, na sóbria decoração dos portais, na elevação de grandes naves e na multiplicação dos elementos de sustentação externa das estruturas. A verticalidade foi possibilitada pelas inovações técnicas, que consistiam em distribuir o peso das coberturas entre diversos elementos arquitetônicos, como arcos ogivais, pilares, contrafortes e arcobotantes externos. Assim, ao contrário do que sucedia nas igrejas românicas, as paredes quase não suportavam o peso das abóbadas, o que favoreceu a leveza das paredes góticas, às vezes quase inexistentes, vazadas por imensos janelões. O processo de construção proporcionava um espaço interno de grande altura e luminosidade, quase sempre decorado com vitrais, que filtravam a luz e acentuavam a atmosfera de recolhimento dos fiéis.Os dois elementos fundamentais da arquitetura gótica foram o arco ogival e a abóbada de ogivas entrecruzadas. O arco ogival, formado pelo ângulo de dois arcos que se cortam, transmite as pressões das abóbadas para as laterais, ao contrário do que ocorre no arco de meio ponto, ou de berço, no qual as pressões incidem inteiramente na vertical e exigem paredes resistentes. A abóbada de ogivas entrecruzadas baseia-se no cruzamento de dois arcos ogivais, que formam quatro elementos triangulares, ou seções de abóbada. Cada vão quadrado de abóbada de ogivas cruzadas é delimitado por dois arcos de cinta, perpendiculares ao eixo maior da nave, e dois arcos formeiros, perpendiculares aos anteriores.Com o tempo, a abóbada gótica evoluiu e apareceu a abóbada sexpartida, de forma retangular, mediante o acréscimo de um terceiro arco ogival, paralelo aos arcos de cinta. Mais tarde, esse tipo foi reforçado com nervuras suplementares, chamadas terciarões. No fim do gótico surgiram abóbadas complicadíssimas, com formas estreladas, de função mais decorativa que arquitetônica.Os elementos sustentadores mais freqüentes já não eram as colunas cilíndricas, mas os pilares com colunetas adossadas, destinadas a suportar a pressão das diferentes nervuras das abóbadas. Por fim surgiram os contrafortes, situados do lado de fora do edifício, que recebiam os pesos das zonas superiores e permitiam paredes finas, apenas com finalidades de vedação, e assim possibilitavam a abertura de grandes janelas, para colocação dos vitrais.França - O estilo gótico propriamente dito se configurou em torno de Paris, nos domínios da monarquia francesa conhecidos como Île-de-France. Uma de suas primeiras manifestações, que data da primeira metade do século XII, foi a abadia de Saint-Denis, transformada em panteão da realeza.Durante algum tempo, utilizaram-se elementos góticos sobre estruturas românicas, enquanto eram testados novos sistemas construtivos, que, já na segunda metade do século XII, puderam ser aplicados nas grandes catedrais de Laon, Senlis e Paris, entre outras. Definiu-se então a típica fachada gótica, composta por um portal triplo com decoração escultórica, uma grande rosácea central e duas torres laterais arrematadas em terraço ou capitel.No século XIII, o gótico francês ganhou maior esplendor. Modificaram-se os traçados interiores pelo acréscimo dos trifórios, estreitas galerias com arcadas, por cima das arquivoltas das naves laterais; deu-se mais importância à abside e à capela-mor; obteve-se maior altura e proliferaram os janelões com vitrais. A catedral de Chartres tornou-se modelo desse chamado "gótico clássico", ao lado de outras catedrais célebres, como as de Reims e de Amiens.Na segunda metade do século XIII, durante o reinado de são Luís (Luís IX), as igrejas passaram a caracterizar-se pela leveza e luminosidade. Um exemplo excepcional é a Sainte-Chapelle de Paris, na qual a parede foi substituída por uma estrutura de sustentação totalmente coberta por vitrais.Os longos conflitos do século XIV impediram o início de novos grandes projetos. A atividade arquitetônica dessa época limitou-se à conclusão das obras já começadas. No século XV, a arquitetura alcançou um estilo exuberante, denominado flamboyant (flamejante), em que os ornatos curvam-se e recurvam-se em forma de chamas. Caracteriza-se pela decoração excessiva, pelo aparecimento de novos tipos de arcos (cimácio, carpanel, escarção), pela simplificação dos suportes e pela complexidade das nervuras das abóbadas. Alguns de seus melhores exemplos são o mosteiro da ordem de Cluny, em Paris, e a igreja da Madeleine de Troyes.Ilhas britânicas - O estilo gótico das ilhas britânicas teve desenvolvimento muito diferente do resto da Europa. Embora as abóbadas de ogivas já fossem conhecidas no românico, como atesta a catedral de Durham, só no fim do século XII desenvolveu-se uma primeira arquitetura gótica, conhecida como early English. Apesar da influência francesa, esse estilo acabou por desenvolver formas próprias, especialmente o tipo de fachada à maneira de anteparo, que não corresponde ao espaço interno. Os melhores exemplos podem ser encontrados na abside da catedral de Canterbury, do fim do século XII, e mais tarde em catedrais como as de Worcester e Lincoln. Mais fiel ao estilo francês é a abadia de Westminster, iniciada em meados do século XIII.No começo do século XIV dominou o estilo decorado (decorated style), que se antecipou ao flamboyant e lançou a abóbada em leque, como a do claustro da catedral de Gloucester. A partir de meados do século XIV houve uma reação contra a decoração excessiva e surgiu o chamado estilo perpendicular (perpendicular style). Voltou-se então a acentuar a tendência verticalizante, as janelas decoradas ocuparam as paredes e prosseguiu o uso das abóbadas em leque. As obras mais representativas desse estilo foram as capelas de Henrique VII, em Westminster, e do King's College, em Cambridge, ambas do começo do século XVI.Países Baixos e Alemanha - Nos Países Baixos, que na época incluíam a Bélgica, a arquitetura gótica materializou-se tanto em edificações religiosas (Saint-Bavon de Gand e São Salvador de Bruges) como em construções civis (bolsa de Ypres, paço municipal de Bruxelas e as famosas atalaias ou torres de vigia (beffrois). Nos países germânicos, a partir da segunda metade do século XIII difundiu-se a chamada Hallenkirche, igreja em que as naves laterais têm aproximadamente a mesma altura da nave central, como as catedrais de Magdeburgo e Regensburg. Também usou-se muito as fachadas de uma só torre, como em Freiburg.Espanha - A arquitetura gótica espanhola cristaalizou-se lentamente através de uma justaposição de elementos românicos e góticos. Começou-se a empregar a abóbada de ogivas na primeira metade do século XII, graças ao papel difusor da ordem cisterciense, fundadora dos mosteiros das Huelgas, em Castela, e de Poblet e Santes Creus, na Catalunha.A fase de transição entre o românico e o gótico denomina-se "protogótica", e a ela pertencem obras como a cripta do mestre Mateus de Santiago de Compostela e as catedrais de Ávila e Sigüenza, que combinam elementos característicos dos dois estilos.O poder alcançado pela monarquia castelhana com Fernando III o Santo impulsionou muitas iniciativas, nas quais a influência francesa foi dominante. A isso acrescentou-se a peregrinação ou caminho de Santiago, que auxiliou a expansão do gótico, como antes havia feito com o românico.As catedrais espanholas mais célebres começaram a ser construídas no século XIII. É o caso das de Burgos, Toledo e León, com altas torres nas fachadas, abundante decoração escultórica nos portais e vitrais de grande virtuosismo.No século XIV destacou-se principalmente a arquitetura catalã, caracterizada pela austeridade de linhas, pelo predomínio da parede e pela decoração escassa. O espaço interno era mais amplo e unitário, com planta regular ou de salão e três espaçosas naves não muito altas. Entre outras, devem ser assinaladas as catedrais de Barcelona e Palma de Maiorca, assim como a igreja de Santa María del Mar, na capital catalã. Quanto à arquitetura civil, destacou-se o salão Tinell do palácio Real da mesma cidade.A introdução do flamboyant no século XV proporcionou um particular esplendor construtivo, com edifícios de grandes proporções e rica ornamentação, caso da catedral de Sevilha. Em meados desse mesmo século evoluiu-se para formas profusamente decoradas, que originaram um estilo distinto, no qual se misturaram formas góticas hispânicas e mudéjares com influências do flamboyant. Esse estilo, chamado hispano-flamengo, foi o prelúdio do Renascimento espanhol. Seu melhor expoente encontra-se na igreja de San Juan de los Reyes, em Toledo.Itália e Portugal - O gótico teve pouca expressão na Itália, mas adquiriu nesse país características peculiares: horizontalidade, decoração exterior com mármores coloridos, poucas janelas e coberturas de madeira. Destacaram-se as catedrais de Siena e Florença e o palácio dos Doges em Veneza. Em Portugal os exemplos mais representativos do gótico são os mosteiros de Alcobaça e da Batalha. Na época final do gótico, em fins do século XV, já mesclado de influências renascentistas, surgiu o estilo manuelino, cujos exemplos arquitetônicos mais característicos são o mosteiro dos Jerônimos, em Lisboa, e a sala capitular do convento de Tomar.EsculturaAs principais características da escultura gótica são a tendência ao naturalismo e a busca da beleza ideal. Em oposição à rigidez e abstração próprias do românico, os escultores góticos pretenderam imitar a natureza e tanto reproduziram pequenos detalhes vegetais como figuras dotadas de certo movimento e expressividade.O tipo de religiosidade havia mudado em relação ao da alta Idade Média, e estabeleceu-se uma relação mais direta com a divindade. Ante o todo-poderoso Deus românico, o gótico centrou-se nas figuras de Cristo e da Virgem; ante o hieratismo anterior daquele estilo, buscou a humanidade das figuras divinas.Nos pórticos das catedrais narravam-se em escultura, com clara finalidade didática, os principais temas religiosos, como a vida de Cristo e da Virgem, a Ressurreição e o Juízo Final, e até alguns profanos, como as estações do ano ou o zodíaco. No fim do gótico, a escultura em relevo acabou por invadir completamente as fachadas. Paralelamente a estas, o relevo se desenvolveu em retábulos, monumentos funerários e bancadas de coros, lugares em que, às vezes, se chegou a empregar a madeira. A escultura em redondo teve desenvolvimento menor e em geral se dedicou à imagem de culto.Durante a evolução do gótico, a escultura exterior foi-se libertando do limite arquitetônico para adquirir volume e movimento próprios. Muitas vezes as figuras se relacionavam entre si e expressavam sentimentos. Os panejamentos foram ganhando mobilidade e, em muitos casos, deixaram intuir a anatomia, representada cada vez melhor. Depois de um período de grande expressividade, a escultura gótica evoluiu, na fase final, para um patetismo excessivo.A escultura gótica se estendeu da zona da Île-de-France, seu primeiro foco, a outras regiões e países europeus. Destacam-se as fachadas dos cruzeiros da catedral de Chartres, assim como o portal dedicado à Virgem, na Notre-Dame de Paris, e as fachadas de Amiens e Reims, todas do século XIII.Durante o século XIV verificou-se um alongamento das formas e a escultura pôde então separar-se do limite arquitetônico. No fim desse mesmo século criou-se em Dijon, na corte dos duques de Borgonha, uma brilhante oficina escultórica, onde trabalhou Claus Sluter, autor do "Poço de Moisés" e do sepulcro de Filipe II o Audaz.Na Itália verificou-se um abandono progressivo da estética bizantina dominante, graças à chegada do gótico francês e à influência da escultura clássica. Os melhores representantes foram Nicola Pisano, com o púlpito do batistério de Pisa; Andrea Pisano, que fez a primeira porta do batistério de Florença; e Arnolfo di Cambio.Na Espanha, a escultura soube transformar os modelos importados, segundo um estilo particular, e tendeu para um misticismo severo e de intenso realismo. A escultura de portais seguiu o exemplo francês, como ocorreu com as portas do Sarmental e da Coronería, na catedral de Burgos, ou com a "Virgem branca" no mainel da fachada principal da catedral de León.No século XIV, a escultura exterior das catedrais tornou-se mais minuciosa, por influência das obras em marfim e da arte mudéjar. Datam dessa época a Porta do Relógio da catedral de Toledo, o portal da igreja de Santa Maria de Vitória e a Porta Preciosa da catedral de Pamplona. O conjunto mais importante da escultura gótica do século XIV está na Catalunha e é formado por sepulcros e retábulos de clara influência italiana, como o túmulo de D. João de Aragão.No século XV a influência da Borgonha e de Flandres tornou-se dominante e muitos mestres dessas nacionalidades chegaram à península ibérica. Em Castela destacaram-se os trabalhos de Simão de Colônia (São Paulo de Valladolid), Egas Cueman (portal dos Leões da catedral de Toledo), Juan Guas (San Juan de los Reyes de Toledo) e Gil de Siloé (sepulcros de João II e Isabel de Portugal na cartuxa de Miraflores). Em Sevilha, a influência flamenga mostra-se na obra de Lorenzo Mercadante, autor do sepulcro do cardeal Cervantes. Em Aragão, a estética borgonhesa se fez sentir na obra de Guillermo Sagrera.PinturaCom a redução da extensão da parede nas igrejas, restringiu-se a pintura mural, que ficou relegada principalmente a salas capitulares e edifícios civis. Em seu lugar, as igrejas góticas se encheram de vitrais, que transformaram os efeitos luminosos em jogos pictóricos. Os mais destacados estão nas catedrais francesas de Chartres e Notre-Dame de Paris, e na de León, na Espanha.Também aumentou a produção de tapeçarias, que decoravam as paredes de palácios e casas senhoriais, e ganharam especial expansão a arte da miniatura e a pintura de cavalete sobre madeira, mais fácil de transportar e destinada à composição de retábulos.Durante os séculos XIII e XIV, a pintura era linear, muito estilizada, de ritmo sinuoso e dominada pelo desenho e pela elegância formal. Pouco a pouco, a plenitude do românico cedeu lugar a figuras com algum sentido do volume, colocadas sobre fundos planos, quase sempre dourados, e, mais tarde, com certa sugestão de paisagem. Os temas pictóricos procediam das hagiografias, das Sagradas Escrituras e dos relatos cavalheirescos. Tal como sucedeu com a arquitetura e a escultura, esse primeiro estilo da pintura gótica também se originou na França, motivo pelo qual foi chamado franco-gótico. Suas melhores manifestações são vitrais e miniaturas.O refinado mundo cortesão, que concedia uma singular importância à mulher, produziu no século XV um novo estilo, conhecido como internacional, que unia a estética franco-gótica às influências dos mestres de Siena. Entre outras obras, destacaram-se as miniaturas do livro As riquíssimas horas do duque de Berry, de autoria dos irmãos Limbourg.Com o desenvolvimento das escolas florentina e de Siena nos séculos XIII e XIV, a Itália encaminhou-se para o Renascimento, com seus novos postulados de busca de volume e de preocupação com a natureza. Entre seus principais representantes devem ser mencionados Cimabue e Giotto, em Florença, e Duccio di Buoninsegna e Simone Martini, em Siena.A minuciosa pintura flamenga a óleo chegou a ser o estilo mais apreciado no mundo gótico. A utilização do óleo possibilitou cores mais vivas e brilhantes e maior detalhismo. Os iniciadores dessa escola foram os irmãos Hubert e Jan van Eyck, que pintaram o "Políptico da adoração do Cordeiro místico". Outros artistas destacados foram Roger van der Weyden, Hans Memling e Gérard David.NeogóticoA cópia acadêmica do gótico medieval, estilo aplicado à decoração e principalmente à arquitetura, que floresceu no século XIX, teve como base estética o romantismo e suas tendências medievalistas. Mas na Inglaterra, o neogótico, ou pseudogótico, já aparece por volta de 1755, adotado pelo escritor Horace Walpole, criador do chamado romance gótico, em sua famosa residência de Strawberry Hill, onde mandou até mesmo construir réplicas de autênticas ruínas góticas.O mais importante monumento neogótico na Inglaterra é o Parlamento, em Londres, construído entre 1837 e 1843 por Charles Berry e Augustus Pugin. Na França, a igreja da Notre Dame de Bonsecour, de Viollet-le-Duc, concluída em 1842. Nos Estados Unidos os arquitetos do neogótico são Ralph Adams Cram, autor do projeto da igreja de Saint John the Divine, e James Renwick, da catedral de Saint Patrick, ambas em Nova York. Na Alemanha, a catedral de Colônia, embora baseada em planos do século XIII e em fundações medievais, foi construída em estilo neogótico, em 1872, pretendendo ser um exemplo perfeito do gótico ideal.©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.
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